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sexta-feira, 29 de abril de 2016

O Brasil gostando do Brasil


O Brasil é um pais controverso, pois só gostamos de um produto genuinamente brasileiro, a seleção brasileira de futebol.  É preciso ampliarmos este leque de opções que tornariam nós brasileiros orgulhosos de sermos brasileiros.  Só depende de nós.  Se ganhamos o nosso salário como consequência de exercermos nossa atividade profissional aqui no Brasil, temos que aumentar um pouco e gradativamente, o consumo de produtos genuinamente brasileiros, antes que os mesmos desapareçam.

A maioria das indústrias estavam localizadas nas regiões sudeste e sul do Brasil.  Hoje já temos indústrias montadoras de veículos, produtos de higiene e limpeza e de óleo de soja localizadas no nordeste brasileiro.  No Centro-Oeste, temos indústrias montadoras de veículos, bem como agroindústrias ligadas ao milho.  Os produtos destas indústrias se encontram a venda também no sudeste e sul do Brasil.

Adquirir tais produtos, é um incentivo para se descentralizar industrialmente o Brasil, para que a população das demais regiões brasileiras diminuam sua migração para o Sudeste e o Sul do Brasil, em busca de trabalho.  A continuidade desta descentralização depende de nós enquanto consumidores, de observarmos esta informação na hora de consumir.

O Brasil é um país moderno, pois sentimos que executamos várias tarefas diferentes dos nossos pais, tios e avós.  Mas, a última tarefa deste texto, nós agimos de modo idêntico aos nossos ancestrais.


Namoramos diferente

Antigamente, quando se interessava por um namoro, o pretendente se dirigia até casa da pretendente e pedia a mão da mesma em namoro, ocasião em que a família dela fazia diversos questionamentos ao pretendente de namorado sobre a família do mesmo, bem como sobre suas intensões no namoro.


Nos dias de hoje, o rapaz conhece a namorada e no final de semana seguinte a leva para dormir em sua casa ou então leva para namorar num motel, que é um tipo de estabelecimento adaptado no Brasil para receber casais que pagam para ficar a sós durante algumas horas num quarto do mesmo e, em seguida, pagam pela permanência e vão embora.  A origem deste tipo de estabelecimento é de fora do Brasil e é construído na beira das rodovias e destinado à pernoite de motoristas em viagens longas.  

Nossos ancestrais montavam suas famílias uma única vez, para durar para sempre até o final de suas vidas.

A medida que o tempo passou, as tensões no trabalho, no trânsito, bem como os programas televisivos noturnos, dentre outros fatores levaram ao enfraquecimento familiar.  Atualmente, montamos e desmontamos nossas famílias como quem troca de roupa. Existem até famílias que já nascem desmontadas.  Mudamos até de religião para termos casamentos seguidos em cada igreja.


Estudamos diferente

Antigamente as opções de estudo técnico e superior se concentravam nas capitais brasileiras, com ensino de qualidade e bancado predominantemente pelo Governo Federal.  Atualmente, as escolas do Governo Federal têm criado unidades pelo interior brasileiro, além da concepção de unidades privadas e até o constante avanço das unidades que praticam educação a distância (ead).


Nos comunicamos diferente

O telefone fixo era algo semelhante a uma joia que as famílias tinham e os ostentavam nas salas de estar.  Quando estávamos no local de trabalho e precisávamos telefonar para nossas casas, tínhamos que nos dirigir até a mesa dos nossos chefes, para pedir permissão aos mesmos e usar o telefone da empresa para efetuar uma ligação telefônica, sem privacidade alguma, pois o chefe ouvia todo o teor da nossas conversas ao telefone.

Para se adquirir um telefone fixo era preciso esperar que a única operadora de telefone do seu estado, que era estatal, anunciasse um novo plano de expansão, para que os interessados fossem se inscrever.  Recebia-se um carnê a ser pago em 2 ou 3 anos.  Após este prazo, tinha-se que aguardar a instalação da linha junto com o aparelho.

Atualmente, uma linha é solicitada e, em até 48 ou 72 horas a instalação é realizada e a linha é paga junto com a primeira conta do telefone.

Já os aparelhos celulares, você vai até uma banca de revista mais próxima, adquire um chip, compra um aparelho pela internet, monta um no outro, e ele está pronto para efetuamos diversas tarefas com o mesmo, inclusive as ligações telefônicas a qualquer hora e local.


Trabalhamos diferente

Na época de nossos pais, tios e avós, trabalhar era sinônimo de ingressar numa empresa aos 9 anos de idade e nela trabalhar até chegar a aposentadoria.

Atualmente, trabalhamos diferente de nossos pais, tios e avós.  O trabalho virou sinônimo de trocar de roupa pois ingressa-se numa empresa hoje, amanhã já estamos em outra.  O trabalhador se viu diante de um concorrente incrível.  Trata-se da automação industrial, tendo o robô como o mais semelhante ao ser humano.   A exigência das empresas por qualificação é constante, cursos de aperfeiçoamento também.  

Noutro dia já estamos trabalhando em outra empresa, numa função diferente das anteriores.

Temos ainda o trabalhador que trabalha fora do local de trabalho, em geral em casa.  Este ofício tem o nome pomposo de home worker, algo impensado na época de nossos ancestrais.



Compramos diferente

Compramos produtos de modo diferente dos nossos ancestrais.  Antes, havia uma preocupação com o que gostaríamos de comprar e os bens duráveis duravam muito pois além de resistentes não se modificavam os modelos, desenhos e cores com a frequência com que se faz hoje.  O valor do bem era fato mais que importante.  A maioria das compras era feita ou a vista, em dinheiro, ou a prazo nos carnês da própria loja.

Atualmente, compramos mais vezes o mesmo bem, antes durável, agora descartável.  A preocupação com o preço do mesmo praticamente desapareceu.  É mais importante saber se o valor da prestação cabe no nosso orçamento.  A taxa de juros, diga-se de passagem, uma das maiores do mundo, é ignorada pela imensa maioria.  E o lojista bem como as financeiras, é claro, sabem disto.  Trabalhamos cada vez mais para remunerar melhor o capital das lojas e das financeiras. 

Quando as concessionárias de rodovias, assumem seus trechos, recuperam-as conforme inauguradas num passado remoto.  Em seguida montam as praças de pedágio para arrecadar dinheiro e com ele iniciar as duplicações.  O curioso é que nós reclamamos pois já estão arrecadando dinheiro sem ampliar a rodovia.  Mas, é exatamente assim que deveríamos fazer com as nossas finanças,  ou seja, guardar dinheiro primeiro para depois adquirir os bens de consumo pretendidos e a vista, pois consegue-se aí generosos descontos.  Com as taxas de juros brasileiras, historicamente uma das maiores do mundo, seria economicamente e racionalmente impensado, adquirirmos algo a prazo, mas nós adquirimos.

Já ouvi trabalhadores declararem que ficam perdidos, ou seja, sem saber o que fazer com parte do salário se não tem um carnê para pagar.


Importamos igualmente

Mas, tem um item que fazemos de maneira idêntica dos nossos ancestrais.  Na hora de comprar, entre um produto brasileiro e um importado, sem pestanejar, optamos por um produto importado.  Logo, é difícil falar de inovação de produto.  Qual produto?  Cada vez menos fabricamos algum produto.  As poucas empresas brasileiras, ou abrem falência, ou são absorvidas por uma multinacional, ou ainda existem setores em que aqui no Brasil é bastante dinâmico, mas você não encontra nenhuma empresa genuinamente atuando neles.  Pneus, carros de passeio, caminhões pesados, telefones celulares, dentre outros setores.  Nem sequer observamos este grandioso detalhe na hora de consumir.

Já tivemos 2 fábricas de aparelhos de som no Brasil, mas com a enxurrada de outras vindas de outros países, uma delas desapareceu e a outra está relutando para sobreviver em meio a uma recuperação judicial.

Reclamávamos que tínhamos apenas 4 fábricas montadoras de carros de passeio no Brasil durante décadas.  Hoje temos ao menos 11 fábricas que montam carros de passeio no Brasil e ainda assim importamos carros de passeio. Você duvida que temos?   Então vamos contar juntos: as 4 fábricas de outrora, mais 3 japonesas, outras 3 francesas, e 1 fábrica de origem coreana.  Observe que nenhuma delas genuinamente brasileira.  Quem se atreve a conceber uma?  Nem fábrica de pneu genuinamente brasileira temos!

E o pior, que isto já virou cultura, pois quando observamos os setores novos como os de informática.  Cada inovação de um software ou hardware já é feito certos de que as empresas fundadas serão, mais dias ou menos dias, absorvidas por uma empresa maior, em geral, uma multinacional.  

Temos a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo.  Mas, a maioria da população brasileira desconhece este fato.  Faça você uma pesquisa com seus familiares e amigos.  Em quais operadoras de linhas aéreas estão operando estes aviões brasileiros de turbinas a jato?


Inovar o quê?

Como pensar e praticar constantemente a INOVAÇÃO se temos poucos produtos brasileiros?  Como inovar algo que não existe? 

Em função do tamanho da população e do tamanho da economia brasileira, é extremamente baixa ainda hoje, a relação entre as empresas e as entidades de ensino, como as universidades brasileiras.  Esta relação só é ampla nas áreas biomédica e econômica.  A área biomédica é acionada quando temos alguma doença nova, para ser pesquisada, mediante pressão da população, das redes sociais e da imprensa.  Já a área econômica é pinçada para calcular e justificar os diversos índices de inflação e justificar o desemprego, dentre outros.

Uma relação bastante estreita aqui no Brasil, de se tirar o chapéu, existe na agricultura.  Trata-se da parceria entre o campo e a Embrapa.  Nesta parceria, os técnicos agrícolas e os engenheiros agrônomos conseguem ouvir e serem ouvidos pelos agropecuaristas.

Aliás, é bom ressaltar que estamos assistindo a uma inovação constante na agropecuária brasileira em todo o território brasileiro, até mesmo na sua Confederação Nacional, pois até presidente mulher a CNA já teve, ao passo que a CNI, cujas ações estão predominantemente realizadas num único estado da região sudeste do Brasil e além disso não teve uma mulher como sua presidente. 

Se tivéssemos uma parceria no mesmo nível na indústria, penso que os tigres asiáticos teriam o Brasil como um concorrente a altura deles.  Temos que reconhecer que eles nos ultrapassaram e está cada vez mais difícil alcançá-lo.  Enquanto isto, o Brasil se preocupa apenas em contemplar os países da América Latina com seus produtos industriais.  Uma honrosa exceção é a Embraer.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O Brasil educando o Brasil



Está cada dia mais claro que o que muda o conhecimento do conjunto da população de um país é seu avanço na escolaridade, principalmente quando o(a) filho(a) consegue ultrapassar o grau máximo de escolaridade que os seus pais tiveram durante o seu período escolar regular.  Colocar o professor como um substituto e parceiro dos pais na escola, é dar carta branca para que eles possam transmitir conhecimentos técnicos e de vida.  Somado à educação dada pelos pais aos seus filhos em casa é algo que coloca os pais num estado de orgulho ímpar, com a sensação de dever cumprido.

A tarefa do professor é de divulgar conhecimentos disponíveis há décadas, de maneira que seja atraente para o aluno absorver estes conhecimentos, ao ponto de buscar ou pesquisar maiores informações sobre cada assunto divulgado.  Isto tem de ser estimulado em todas as disciplinas.  Isto só atinge o auge quando o aluno consegue fazer observações, fazer analogias, chegar ao ponto de fazer interrogações entre as disciplinas abordadas em sala de aula com o seu dia-a-dia, seja no convívio familiar, no trânsito casa e escola, no trânsito casa e local de lazer, nos finais de semana, dentre outras vivências de vida.

Mas, a atratividade, o encantamento, do aluno pela escola, começa cada dia quando ele já recebe o café da manhã, realiza o entrosamento entre seus colegas, se dirige a sua sala de aula e retorna para casa com uma sensação de que valeu a pena ter ido à escola cada dia.

Para tal, em cada escola deve existir uma biblioteca com acervo e ambiente capazes de manter os alunos atraídos em frequentá-la constantemente, um laboratório de informática com banda larga para tornar mais prático, lógico e atraente, todo o processo de ensino e aprendizagem, uma merenda de qualidade e quantidade suficiente para nutrir os alunos e que seja capaz de manter os mesmos atentos às explicações dos professores e monitores na sala de aula, além de uma quadra de esportes com todo o acervo de acessórios, em bom estado de conservação, necessários à prática da educação física, como bolas, redes, traves, para cada esporte, além de balança para pesagem com medição de altura dos alunos. 

Nas aulas, todos os professores devem enfatizar que a biblioteca está sempre disponível para os alunos, para pegarem os mesmos emprestados, ler os mesmos cuidadosamente nos finais de semana e feriados e, em seguida, devolvê-los a escola no mesmo estado de conservação em que os pegaram emprestado.  É que os livros que lá estão não foram feitos para dormir na biblioteca.  Devem ser emprestados aos alunos para que os mesmos adquiram o hábito de ler e de se atualizarem.

O hábito de estudar em casa, objetivando entender a matéria dada pelo professor na sala de aula bem como aprofundar os conhecimentos existentes, lendo e relendo toda a parte teórica até o entendimento completo da teoria, para em seguida, começar a fazer os exercícios em ordem disposta no livro, pois em sua maioria, os primeiros são os mais fáceis, seguidos dos mais difíceis e finalmente, os exercícios classificados como desafios.

Um grande erro da família, ainda hoje praticado em pleno décimo sexto ano do século vinte e um, é achar que a educação é tarefa exclusiva da escola.  A família deve ajudar e incentivar os filhos-alunos na resolução dos exercícios, seja no mínimo, fazendo silêncio dentro de casa.  Os filhos-alunos, são filhos dentro de casa mas na escola são alunos.

É importante salientar e lembrar aos pais, que tem seus filhos matriculados na escola pública, que eles terão ao final do ano letivo, que devolver os livros às escolas.  Daí outra necessidade de se recorrer aos livros da biblioteca para também tirar dúvidas sobre matérias lecionadas pelo professor em anos anteriores.  O incentivo também vem da necessidade de montar o quarto dos filhos com as paredes pintadas de branco ou bege ajuda a clarear os livros e cadernos, utilizando lâmpadas fluorescentes de 20W ou led com iluminação equivalente.  Fazer leituras em ambientes mal iluminados resulta sempre em vontade de dormir, ardência nos olhos ou sonolência.

Além da iluminação, deve se comprar para os quartos dos filhos uma mesa e cadeira para os estudos, porque utilizar a cama para tal tarefa provoca dores musculares e outros desconfortos, fazendo com que o filho perca a vontade de estudar.  A aquisição dos móveis mencionados, é muito mais barato do que uma TV ou um celular sofisticado.  Um computador com internet para ajudar os filhos estudarem e fazer pesquisas, é também um investimento indicado.

Som alto ou gritarias em casa, tiram a concentração das crianças aos estudos, não permitindo que elas revejam as matérias das salas de aula.

As visitas escolares aos museus, exposições diversas, nas empresas, devem ser sempre incentivadas pela família, pois as crianças possivelmente verão na prática, muitas teorias abordadas em salas de aula.  Algumas destas visitas, os alunos não terão mais oportunidades de fazê-las outra vez na vida, até pela dificuldade da empresa ou entidade anfitriã em abrir suas portas para visitas.  Os pais não devem fazer julgamento precoce se determinada visita é importante para o filho-aluno ou não.  Se determinado local a ser visitado pelos alunos foi definido pela escola, provavelmente foi fruto de uma pesquisa preliminar e não por acaso.
Mesmo que os pais já tenham levado os filhos ao local a ser visitado, lembrem-se sempre senhores pais, que os seus filhos-alunos irão fazer uma visita monitorada pelos professores, as quais serão comentadas pelos alunos e professores na aula seguinte a da visita, numa riqueza de detalhes muito maior que vocês pais o fizeram em casa.

Nos finais de semana ou nas férias, a família deve passear como os filhos em parques, museus, zoológicos, exposições itinerantes na sua cidade ou em cidades próximas, para que as crianças conheçam ao vivo, os tipos de árvores, animais a importância da arte e dos artistas, conhecer também um aeroporto durante o dia, pois as crianças ouvem o barulho e veem cruzar no céu os aviões, mas não sabem como os passageiros embarcam e desembarcam destes aviões.  Lá as crianças aprendem como é abastecido ou colocado o combustível dos aviões, o querosene de aviação, aprendem com são levados os alimentos para os passageiros, como os aviões são empurrados de ré, com a ajuda de um trator, semelhante a um trator agrícola, além de ver e ouvir como os aviões pousam ou aterrizam (chegam no chão) e como decolam (voltam a voar).


Otimização da educação escola-aluno-família 

Na minha opinião, é urgente que cada escola pública para funcionar deve ter, além de um pedagogo ou uma pedagoga para auxiliar os professores e alunos no processo de ensino e aprendizagem, deve ter também um  assistente social ou uma assistente social para auxiliar no diálogo entre o aluno, a sua escola e sua família, fazendo reuniões como os pais dos alunos nas escolas afim de orientá-los no relacionamento entre mãe e (ou) pai com os filhos-alunos dentro de casa, para que o filho consiga absorver o máximo do conteúdo ensinado na escola e também consiga ampliar este conhecimento.



De avós para pais e de pais para filhos

Orientar exaustivamente, e com uso intenso de analogias, para que os pais tomem as atitudes básicas corretas diante dos seus filhos dentro de casa, para assim evitar que os pais não tomem exatamente as mesmas atitudes que os pais deles, ou seja os avós dos alunos, tomaram durante a criação dos mesmos, o que resultou em adultos com baixa escolaridade.  Através de mudança das atitudes durante cada dia de retorno dos alunos em casa, os alunos tenderão a se sentirem seguros no seu dia a dia de crescimento, devido a uma sintonia fina nos diálogos da escola e do seu lar.

Os assistentes sociais são profissionais necessários durante o ensino fundamental, para que a relação família, escola e filhos-alunos seja construída gradativamente e com taxa de sucesso elevada.  Se fizermos isto durante esta grande fase escolar com duração de quase uma década, está garantido o sucesso destes alunos após concluir o ensino fundamental.

É importante frisar que os alunos de hoje estão sendo escolarizados para enfrentar um futuro muito mais competitivo que os pais deles estão enfrentando hoje.  Logo, a mudança das atitudes dos pais com os filhos é extremamente necessária para garantir que os filhos sejam melhor escolarizados do que os seus pais o foram.


Podemos extrair uma importante lição da frase dita pelo célebre Albert Einstein:

" Insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes"

Este auxílio do profissional do serviço social, chamado de assistente social, aos pais dos alunos é fundamental e determinante para que melhore o desempenho dos alunos, fazendo com que aumente a quantidade de conteúdo retido na mente dos alunos, fazendo com que eles não desistam de estudar, chegando no mínimo a concluir um curso técnico, aumentando a quantidade de mão-de-obra com qualificação técnica no Brasil, aumentando a massa salarial brasileira, além de promover uma verdadeira ascensão social das famílias brasileiras, que significa filhos com escolarização superior à escolarização dos seus pais.   

O custo de um assistente social é muito menor que o custo do juiz e equipe de uma vara da infância e da juventude para julgar o aluno delinquente, ou seja, o menor em conflito com a lei.  Não se pode lembrar somente do salário dos juízes que compõem a vara, mas os seus locais de trabalho com ar condicionado, seus carros funcionais com ar condicionados, seus motoristas, seus funcionários concursados com salários elevados, computadores, a manutenção de centros de ressocialização dos menores, bem como seus veículos.

Já uma assistente social em uma escola demanda apenas uma mesa, uma cadeira e um computador, podendo sua sala de trabalho ser a mesma da pedagoga, até para afinar ações, comunicações, marcação de reuniões, análise de cada família de aluno envolvida com a escola.  Enfim, uma importantíssima sala para se ajudar a construir famílias com afinidade com a escola, evitando assim que, no futuro se tenha alunos em conflito com ele mesmo, com sua família, com sua escola e, por fim, com a lei.

Segundo pesquisa do Centro Latino-Americano de Estudos da Violência e Saúde (Claves) da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), nos EUA cada US$ 1.00 investido na prevenção de um aluno adolescente em risco social evita-se gastar US$ 14.00 para recuperá-lo.
Outro dado importante vem da Subsecretaria de Atendimento às Medidas Sócio-educativas de Minas Gerais(Suase), segundo a qual cada aluno adolescente custa 21 vezes do que com o aluno adolescente numa escola estadual.

O que deve ser discutido entre pais e assistente social da escola:
  • o tipo e a quantidade de alimento mais adequado pra que os alunos comam para conseguir aumentar a quantidade de matéria absorvida na sala de aula;
  • os tipos de esportes e os instrumentos musicais para que os alunos pratiquem para colaborar com o aumento da quantidade de matéria absorvida;
  • os cursos complementares que os pais devem matricular seus filhos, para melhorar seu desempenho nas matérias como inglês, espanhol, natação;
  • ajudar os filhos-alunos a descobrir suas vocações profissionais;
  • a importância da escovação diária dos dentes, ao menos 3 vezes ao dia, enfatizando que os gastos financeiros com dentistas será muito maior do que com fio dental, escova e creme dental, aliás itens a serem fornecidos pelas prefeituras e ensinados na escola, provocando uma baita redução de custo nas idas ao dentista;
  • a importância da limpeza da casa com como dos arredores da mesma como quintal e calçada para evitar insetos, roedores, dentre outros;
  • a orientação feita aos pais para que os mesmos voltem a estudar, despertando também neles as vocações profissionais que ficaram abandonadas no passado, ou as novas, fruto da experiência de vida;
  • a orientação feita aos pais para evitar o uso de bebidas alcoólicas, bem como drogas, auxiliando caso a  caso aqueles forem usuários, evitando assim que os filhos sigam o mesmo caminho;
  • o apoio a estas famílias, como fornecimento de cestas básicas, por exemplo, às famílias necessitadas, mais conhecidas como famílias em risco social, evitando que os filhos tenham que trabalhar na rua lavando carro, ou como pedintes, para ajudar suas famílias;
  • outras orientações como as de cunho religioso, por exemplo.
Comparo sempre a educação dos filhos com:

"Um dever de casa que se faz de caneta.  A medida que o dever evolui temos cada vez menores chances de apagar e consertar o que está feito.  As partes corretas são festejadas, já as partes erradas lamentadas".
  O mesmo acontece com a educação de um filho.  Na maioria das vezes, não dá para voltar no tempo para reeducar os filhos.  E o pior, os pais negam as más condutas dos filhos sempre, como temos ouvido e assistido nos programas policiais.

Durante o ensino fundamental, cabe uma orientação ao aluno, principalmente na série final, sobre o ensino médio, suas pretensões profissionais, em função da atratividade maior entre as disciplinas estudadas.  As facilidades de se cursar um curso técnico gratuito junto com o ensino médio no Brasil, foi ampliada com a ampliação da construção pulverizada pelo interior brasileiro dos Institutos Federais, nos últimos anos.


Ensino Médio + Curso Técnico

Atualmente, existe uma vasta rede de Institutos Federais, que possuem experiência centenária, ou seja, com mais de 100 anos de existência.  Cursos atualizados, de qualidade e gratuitos, mas com ingresso feito através de seleção.  Possuem  unidades distribuídas pelo interior de todos os estados de todo o território brasileiro, que oferecem cursos técnicos em diversas áreas do saber, alguns deles relacionados abaixo:

Administração, Agroindústria, Agropecuária, Automação Industrial, Alimentos, Edificações, Eletromecânica, Enfermagem, Estradas, Geoprocessamento, Informática, Logística, Mecânica, Metalurgia, Portos, Química, Segurança do Trabalho, Zootecnia.


Ensino Superior

Os Institutos Federais também já oferecem cursos de nível superior, o que se torna bastante atrativo para os alunos que já estão cursando curso técnico em uma unidade da instituição.

As Universidades Federais também oferecem cursos de nível superior, embora suas unidades físicas estão em sua maioria,; concentradas nos grandes centros brasileiros.  A gama de cursos é maior nestas instituições, pois oferecem cursos em diversos universos do saber.


Cursos de nível superior

Ciências agrárias - Agronomia, Engenharia Industrial Madeireira, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária, Zootecnia.

Ciências biomédicas - Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Nutrição, Terapia Ocupacional.

Ciências das artes - Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Artes Visuais, Desenho Industrial, Jornalismo, Música, Publicidade e Propaganda. 

Ciências econômicas - Administração, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Economia, Serviço Social.

Ciências da Educação - Educação do Campo, Pedagogia.

Ciências da Educação Física e Desportos - Educação Física.

Ciências Exatas - Estatística, Física, Matemática, Química.

Ciências jurídicas - Direito. 

Ciências tecnológicas - Ciência da Computação, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia da Computação, Engenharia da Produção, Engenharia de Minas, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Geologia.


Cursos através de Ensino a distância (EAD)

Cabe lembrar que existem cursos técnicos e de nível superior já são oferecidos a distância, ou seja, boa parte dos estudos dos alunos e as dúvidas tiradas com o professor realizadas em casa, através do computador com internet.  Cursos ao alcance inclusive dos alunos moradores da zona rural, cujas moradias já contam com energia elétrica e celular e por conseguinte, com internet.  Vistos inicialmente com muita desconfiança por educadores e alunos, a qualidade destes cursos conta atualmente com comprovação dos profissionais de alto nível, que estes cursos têm formado.


Conclusão

Ou seja, atualmente só não estuda quem não quer, pois até um passado recente, conhecimento só se adquiria em bibliotecas, livrarias e em bancas de jornais e revistas, estabelecimentos estes que só existiam nos centros das grandes cidades.  Hoje, através da internet, um volume muito maior de conhecimento, sempre atualizado, está disponível para qualquer um brasileiro, 24 horas por dia, em qualquer rincão deste imenso Brasil.  Não temos mais desculpa algumas para permanecermos sem conhecimento.

É importante mencionar que  4,6% do conteúdo da internet está em português e 28,6% estão em inglês.  Valores obtidos em: pt.wikipedia.org/wiki/Internet 

Bons estudos para todos nós brasileiros!